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08 de março de 2016

Transporte público
versus urbanização

Transporte público

Se você mora no Brasil, em uma zona urbana, provavelmente notou o quanto é pequeno o espaço entre seu município e o vizinho. Ou, ao menos, já teve a oportunidade de passar por cidades que pareciam uma só, tamanha a integração entre suas populações. É claro que não se trata de uma regra, mas é cada vez maior o número de regiões com forte ligação e deslocamento de pessoas entre elas, ainda que a distância não seja tão curta. É o que mostra o estudo “Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas no Brasil”, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Publicada em 2015, a pesquisa mostra que, em 2010, mais da metade da população brasileira (55,9%) residia em municípios que formam arranjos populacionais – agrupamento de dois ou mais municípios com uma forte integração populacional devido aos deslocamentos para trabalho e estudo. Ao todo, são 294 arranjos com um total de 938 municípios que, juntos, abrigavam 106,8 milhões de pessoas. E não para por aí. Desse total, 7,4 milhões deslocavam-se entre seu município e outro, diariamente, para chegar ao local de trabalho e à escola.

Os números impressionam, especialmente se pararmos para pensar na estrutura de mobilidade necessária para garantir a locomoção desses grupos. Infelizmente, isso leva a dados não muito animadores, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em setembro de 2015.

De acordo com a pesquisa “Retratos da sociedade brasileira – mobilidade urbana”, que estabelece uma comparação entre 2011 e 2014, o transporte público sofreu uma piora. Isso do ponto de vista dos próprios usuários, já que o número de pessoas que o consideram ruim ou péssimo subiu de 28% para 36%, enquanto o grupo que o classifica como ótimo ou bom caiu de 39% para 24%. E os motivos são diversos.

Tempo de deslocamento: o grande vilão

Para começar, foi identificado aumento no tempo diário de deslocamento. Em 2011, 26% dos brasileiros passavam mais de uma hora por dia no deslocamento para trabalho e estudo. Em 2014, o percentual saltou para 31%. “E quanto maior o município, mais tempo as pessoas levam para chegar, pois tendem a morar mais longe do trabalho ou escola”, explica a economista da CNI e responsável pela pesquisa Maria Carolina Marques. Boa parte dos brasileiros, 24%, adota o ônibus como meio de locomoção.

E são justamente essas pessoas que passam mais tempo no deslocamento, o que justifica a insatisfação: 44% dos brasileiros afirmam usar o ônibus como meio de transporte por ser o único meio disponível para eles. Entre as principais críticas, consideradas razões para não usar o transporte público, estão os problemas de frequência das linhas e horários incertos (26%); a lentidão dos veículos, que acaba por causar atrasos (24%); e o preço das passagens (10%).

“As justificativas das pessoas para não utilizarem o transporte público são reflexos dos congestionamentos causados pelo excesso de carros nas vias. Se o ônibus tiver o seu espaço garantido, e não tiver que disputar lugar com o automóvel na rua, certamente os problemas de lentidão, de falta de frequência e de não cumprimento dos horários serão sanados, e as pessoas terão um tempo de deslocamento muito menor. Mas se elas deixarem o ônibus e optarem pelo carro, esse problema só tende a crescer, e nem o automóvel vai satisfazer a sua necessidade de deslocar mais rápido”, avalia o presidente executivo da NTU, Otávio Cunha.

FONTE: NTU

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