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21 de março de 2013

Tempo de deslocamento no Brasil...
...é maior do que em outros países

Tempo de deslocamento no Brasil...

Quem mora em São Paulo (SP) leva, em média, 43 minutos para ir de casa para o trabalho diariamente. No Rio de Janeiro (RJ), o tempo gasto é semelhante e, no Recife (PE), o mesmo trecho toma quase 35 minutos do trabalhador. Esses tempos superam ao despendido em grandes metrópoles como Nova Iorque, Paris, Madri e Berlim, perdendo apenas para Xangai, na China. É o que aponta um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“A pesquisa demonstra uma crise de mobilidade urbana que atinge a maioria das cidades brasileiras. São deficiências que vão desde a questão da infraestrutura destinada ao transporte público coletivo, como também ao crescimento vertiginoso da frota de automóveis, sem uma resposta em termos de infraestrutura para este crescimento”, critica o diretor administrativo e institucional da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Marcos Bicalho.

O levantamento mostra, ainda, o período gasto de acordo com a faixa de renda da população. Na média das áreas metropolitanas analisadas, os considerados pobres demoram quase 20% mais do que os mais ricos para chegar ao trabalho. Do total pesquisado, 19% daqueles que possuem faixa salarial menor fazem viagens com duração acima de uma hora (somente trajeto de ida), enquanto esta proporção entre os mais ricos é de apenas 11%. Em Salvador, Recife, Fortaleza e Belém, por exemplo, a diferença entre pobres e ricos é consideravelmente pequena, apesar das diferentes condições destes dois grupos em termos de capacidade de escolha do local de moradia e de dependência do transporte público.

Por outro lado, nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Curitiba e Distrito Federal, o grupo mais pobre faz viagens casa-trabalho respectivamente 40%, 61% e 75% mais demoradas do que os mais ricos. Os resultados apontam para importância de futuros estudos que investiguem em que medida esta desigualdade nos tempos de viagem é resultado de diferentes níveis de segregação espacial e de acessibilidade dos bairros nas áreas metropolitanas brasileiras.  

 

Fonte: CNT/Noticias

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