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03 de junho de 2013

Presidente da Fetronor critica excesso de projetos do governo do Estado
Eudo Laranjeiras falou em entrevista ao Jornal Hoje

Presidente da Fetronor critica excesso de projetos do governo do Estado

O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), Eudo Larajeiras, criticou no último sábado (1º) o excesso de projetos de desenvolvimento sem articulação com as prioridades do Estado nos diferentes setores da economia. “Em vez de 10, 15 projetos, deveríamos ter um ou dois consolidados em cada área e, de preferência, muito bem feitos”, afirmou.

Eudo Laranjeiras também condenou as “prioridades políticas” que orientam a aplicação dos investimentos públicos. “Projetos de estado são aqueles de longo prazo, que atravessam governos e são continuados por sua importância e relevância”, afirmou o presidente da Fetronor. “O que não podemos aceitar são iniciativas inconclusas que tiram a crença da população nas ações governamentais”, acrescentou.
Presente como convidado durante o recente detalhamento pela secretária Kátia Pinto, da Infraestrutura, das obras de mobilidade ligadas ao PAC da Copa em Natal, durante evento promovido pela Fecomércio/RN, Eudo Laranjeiras não saiu convencido sobre vários pontos da eficiência do projeto.

Entre eles, questionou a iniciativa de ciclovias desconectadas e que foram definidas por Kátia Abreu como uma “ousadia” do governo em iniciar o que já é uma necessidade para desafogar o trânsito.
Eudo Laranjeiras pensa diferente: projetos devem ter um ponto de partida, mas com a definição do ponto de chegada. “Devemos saber o que queremos fazer e como conseguiremos chegar lá”, resumiu.
Sobre o programa de investimentos logísticos do Governo Federal, que segundo reportagem publicada esta semana pelo O JORNAL DE HOJE não atingem o Rio Grande do Norte nos modais rodoviário e ferroviário, Laranjeiras também expressou sua preocupação.“Quando o quadro de investimentos gera incertezas, a existência de prioridades no estado ajudam a mobilizar  as forças empresariais e políticas ”, observou. “Correr na contramão disso é retrocesso”, acrescentou o presidente da Fetronor. E ele não está só nessa linha de raciocínio.

Na semana passada, o presidente da Federação da Indústria do Rio Grande do Norte, Amaro Sales, deu declarações no mesmo sentido, criticando a ausência de projetos coerentes de desenvolvimento econômico e, principalmente, eficazes. A Fiern prepara para o segundo semestre, junto com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, projeto para mapear os setores que precisam de atenção maior dentro de uma política de desenvolvimento industrial.

As conclusões sairão de um estudo a ser contratado no segundo semestre por 52 empresas arregimentadas pela Fiern. Algumas grandes consultorias de fora do estado já foram contatadas e Amaro acredita que brevemente será possível informar o valor da conta para que comece o rateio.
Esta semana, o presidente da Fecomercio do RN, Marcelo Queiroz, apontou as deficiências na política de turismo como causas do pior quadrimestre registrado pelo setor de comércio e serviços, tradicionais segmentos responsáveis por puxar para cima os números da economia do estado.

No balanço, entre admissões e demissões entre janeiro e abril, o setor representado pela Fecomércio registra saldo positivo de 1.453 vagas, um resultado muito aquém dos números registrados no mesmo período dos anos de 2012 (3.851), 2011 (3.557) e 2010 (3.260). O desempenho só é superior aos 432 novos postos abertos nos primeiros quatro meses de 2009, no auge da crise econômica internacional.
O resultado considerado pífio do setor no primeiro quadrimestre foi puxado principalmente  pelo segmento de Comércio, que registrou queda de 556 empregos no período, contra um saldo positivo de 2.009 vagas emplacado pelo segmento de Serviços, este puxado sobretudo pelas atividades de Ensino e de Corretagem e Administração de Imóveis.

Posição idêntica às demais federações também são registradas na Agricultura, onde o presidente da Faern, José Álvares Vieira, também vê com desconfiança os projetos de longo prazo do governo estadual. “Precisaríamos sentir mais firmeza nesses planos, com uma interlocução mais fluida e objetiva”, afirma.





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