comunicação

Notícias

05 de setembro de 2012

Pedágio urbano: alternativa para controlar o transporte individual
Nova Lei de Mobilidade brasileira avalia possibilidades para estimular uso do transporte coletivo em detrimento do individual, como o rodízio em São P

Pedágio urbano: alternativa para controlar o transporte individual

A implantação do pedágio urbano nas grandes cidades ou nas vias de acesso ao centro delas é uma das alternativas encontradas por países desenvolvidos para diminuir o congestionamento e os impactos ambientais nos locais de maior concentração populacional. A cobrança da “taxa de congestionamento”, como também é chamado o pedágio urbano, pode ser feita nas áreas precificadas, nas rodovias de acesso às cidades, em faixas de vias que ligam a área residencial à área comercial, estacionamentos etc. 

A geração de receita a partir dessa cobrança pode ser reinvestida no próprio sistema de pedágio, na infraestrutura da cidade e na modernização do transporte público, incentivando cada vez mais a população a deixar o transporte individual em casa. A iniciativa teve apoio da maioria da população nas cidades que adotaram o sistema. Estocolmo, capital da Suécia, é a mais recente cidade a utilizar o cordão precificado. Após a realização dos testes, a população votou em plebiscito para manter a iniciativa. 

Os números comprovam a satisfação da população. Houve imediata redução de 22% nos deslocamentos em veículos individuais. O tempo dessas viagens e a quantidade de acidentes com feridos também diminuíram após a mudança. As emissões de gases poluentes foram reduzidas em 14% no centro urbano. 

A capital inglesa Londres foi uma das pioneiras nesse sistema. Desde 2003, a prefeitura cobra taxa diária de oito libras (R$ 25,49) para veículos que entram no centro da cidade no período entre 7h e 18h30. Os pagamentos podem ser diários, semanais, mensais ou até mesmo anuais. Uma rede de câmeras móveis e fixas identificam os carros que podem entrar na área precificada: não existem portais, barreiras ou cabines que obriguem os motoristas a parar. Residentes na área de cobrança têm desconto de 90%. 

Cingapura adotou outra forma inovadora de dificultar a utilização do transporte individual: instalou um sistema de cobrança totalmente eletrônico, com dispositivos embarcados nos veículos que permitem o pagamento por smartcard, nas vias urbanas. A fiscalização é feita por câmeras e equipamentos de leitura das placas do veículo. As cobranças variam ao longo do dia de modo a garantir o livre tráfego. O sistema reduziu em 13% a quantidade de carros e aumentou a velocidade da via em 22%. Os carros que entram na área central também pagam uma taxa, que gera receita anual de aproximadamente R$ 143 milhões. 

O pedágio parcial (de apenas uma das faixas da via ou em uma das direções) pode ser opção para aqueles motoristas que não querem pegar a via congestionada. San Diego (EUA) adotou esta medida: desde 1998, veículo com apenas um ocupante paga uma tarifa cada vez que utiliza a faixa precificada. As tarifas variam de acordo com o nível do tráfego e a receita obtida com essa “ferramenta” é de US$ 2 milhões por ano. 

Outra opção para limitar o uso do transporte individual é a cobrança do pedágio em todas as faixas de uma rodovia. O valor pode variar durante o dia ou em função do nível de congestionamento medido, encorajando o motorista a utilizar a via fora dos horários de pico. Dessa maneira, o congestionamento nos horários mais críticos é reduzido ou até eliminado. 

Compartilhe esta notícia

últimas notícias

18 de julho de 2019

Sest Senat promove a Semana do Motorista

Unidades do RN e PB realização várias atividades de 21 a 28 de julho

17 de julho de 2019

Uber tira usuários do transporte coletivo em SP

De cada 10 usuários do Uber Juntos, seis eram do transporte público

16 de julho de 2019

EaD do SEST SENAT lança novos cursos

Cursos são gratuitos para trabalhadores do transporte

MAIS NOTÍCIAS