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24 de outubro de 2013

Depredação de ônibus em Bayeux, na Grande João Pessoa
Empresário repudia atos de vandalismo e expõe realidade do sistema de transporte

Depredação de ônibus em Bayeux, na Grande João Pessoa O empresário Adalberon Wilson (foto) repudiou o apedrejamento de um dos ônibus que atende à população de Bayeux, município pertencente à região metropolitana da Grande João Pessoa (PB), fato ocorrido menos de 24 horas após líderes estudantis, representantes do setor e da sociedade civil, prefeito e vereadores terem discutido a situação dos transportes coletivos durante audiência pública na Câmara Municipal."Nada justifica atos de barbárie como esse. Não é depredando o patrimônio, com ameaças à integridade física e vida de passageiros e motoristas que o problema será resolvido", advertiu, ao lamentar que a maioria das pessoas que compareceu à Câmara para debater, tenha saído antes do término da audiência, às 13h30. Ele reconheceu a precariedade de funcionamento não apenas dos ônibus, mas de todo o sistema. "Infraestrutura e afins são prerrogativas do Estado e não cabe a nós prestadores de serviços executá-las", frisou.Nesse contexto, citou o trânsito caótico, a falta de faixas exclusivas para ônibus, de planejamento e infraestrutura, além da fluidez de tráfego no binário intitulado Avenida Brasil. Para Adalberon, é determinante a vontade política dos governos federal municipal e estadual, sobretudo o DER na solução desses problemas, que chegaram ao nível do insuportável, com a invasão de frotas de transportes clandestinos. "Ou será que não é essa é a realidade ?", indagou, lembrando que nos idos de 1984 a empresa Wilson possuía a melhor frota de ônibus da região metropolitana da Grande João Pessoa, com 10 dos 21 ônibus, novos. Quase 30 anos depois, 55% dos seus passageiros migraram para os mais de 1.500 veículos fantasmas e inseguros, conduzidos por motoristas sem registro, muitos deles que utilizam o serviço simultaneamente para tráfico de drogas e armas.Ele se disse surpreso ainda com a série de medidas determinadas aos empresários de transportes coletivos pela justiça em ação civil pública proposta pelo Ministério Público estadual, através de realização de licitações, inspeções e fiscalizações do DER e Detran, enquanto nenhuma referência foi feita ao transporte clandestino de passageiros. "Inclusive, porque ficou consignado em audiência no inquérito civil público que antecedeu a ação, denúncias da prática de transporte clandestino de passageiros por veículos com placas falsas", ressaltou.Ao responder às cobranças de informações sobre lucros das empresas, ele recomendou aos interessados procurar o DER, onde as planilhas de custos se encontram disponíveis, repelindo assim as especulações sobre existência de "caixa-preta". E atribuiu o preço da passagem às sucessivas gratuidades concedidas, além da redução imposta recentemente pelo poder público na maioria das cidades. Por fim, mostrou-se favorável ao passe livre para os estudantes, desde que apontada a fonte de subsídio. "Alguém tem que bancar essas gratuidades. Em São Paulo, por exemplo, o prefeito está repassando esse custo para a taxa de IPTU", finalizou.

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