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23 de maio de 2019

CNT e Sest Senat
debatem previdência

CNT e Sest Senat

A necessidade de aprovação da reforma da Previdência esteve no centro das discussões do 19º Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, realizado nessa quarta-feira (22), na Câmara dos Deputados. A CNT e o SEST SENAT participaram do evento por meio dos debates e da exposição "O Transporte Move o Brasil", que destacou a relevância do setor transportador para o desenvolvimento do país. Os participantes também conheceram e puderam experimentar o simulador de direção, tecnologia utilizada no treinamento de motoristas nas Unidades do SEST SENAT.

O vice-presidente da CNT, Flávio Benatti, representou a Confederação no evento e foi enfático ao tratar sobre a necessidade de aprovação das reformas estruturantes. "A reforma da Previdência é fundamental para o Brasil. Precisamos ter a consciência de que ela é necessária para que o crescimento do país se torne viável. Com a aprovação, discussões como fretes baixos, por exemplo, ficarão no passado", afirmou.

A opinião foi corroborada por um dos sócios da XP Investimentos, Daniel Cunha. Ele avaliou que a reforma será vital para que a economia seja destravada. "Estimamos um crescimento de 3% ao ano após a aprovação da MP 871/2019, que tramita no Congresso Nacional. Isso representa um crescimento de US$ 150 bilhões, que poderiam ser revertidos para a infraestrutura do país", ponderou.

Infraestrutura

Outro assunto debatido no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, foi a infraestrutura de transportes brasileira. O diretor-adjunto do SEST SENAT, Vinícius Ladeira, representando a CNT, disse que o entendimento da Confederação é sempre pela busca da melhoria da qualidade dos sistemas de transporte do país. "Quanto mais eficiente o transporte, mais segurança para os usuários. É necessário que se faça adequação não somente das rodovias mas também de todos os modais, para que haja redução no custo do setor como um todo. O SEST SENAT também está inserido nesse processo e está preocupado tanto com a infraestrutura quanto em oferecer qualidade para quem opera o transporte", explicou.

Ladeira lembrou da histórica falta de investimentos em infraestrutura pelo governo, cenário agravado pela crise econômica e pela insuficiência de recursos públicos. "Hoje, o governo investe algo em torno de 0,17% do PIB (Produto Interno Bruto) em infraestrutura de transportes. A CNT considera que seriam necessários cerca de 2%. Ou seja, os investimentos estão aquém do que o país necessita."

Fonte: Agência CNT

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