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18 de janeiro de 2019

Crescimento econômico é a prioridade do Brasil​​

Nada é mais urgente do que as reformas de modernização do Estado brasileiro associadas à abertura de um ciclo de fortes investimentos em infraestrutura. O Brasil tem pressa para voltar a crescer e, para isso, precisa equilibrar as contas governamentais e destravar os investimentos em obras e serviços públicos.

O presidente eleito Jair Bolsonaro tomará posse em janeiro ungido por um forte apoio popular e envolto em uma aura de grandes expectativas dos setores econômico e político, que veem, no seu governo, uma oportunidade histórica de alçar o Brasil a novos patamares de desenvolvimento.

É essa combinação de necessidade, oportunidade e potência que oferece a Bolsonaro a energia suficiente para transformar o primeiro ano de governo em um período produtivo, que possibilite resultados efetivos para a melhoria dos indicadores econômicos e sociais do Brasil. Esse acúmulo de energia, tão necessário para os governos enfrentarem tempos de crise e mudanças, é um trunfo do governo que se inicia, mas precisa ser usado com sabedoria e rapidez antes que se dissipe.

O governo federal tem um enorme desafio pela frente: tirar da incerteza quase 13 milhões de trabalhadores desempregados e do aperto financeiro a maioria das famílias brasileiras ainda sufocadas pela maior recessão de todos os tempos.

A crise fiscal que assola as contas públicas não dá margem para muitas manobras, por isso o governo precisa manter o foco nas reformas e na melhoria da infraestrutura. Essa estratégia abrirá três portas para a saída da crise: o equilíbrio das contas públicas; a recuperação da capacidade de investimento; e o aquecimento da atividade econômica, com a criação imediata de uma quantidade expressiva de empregos e oportunidades.

Nas conversas da CNT com a equipe de Bolsonaro, temos observado o firme compromisso do governo nessa direção. Esperamos que esse também seja o horizonte mirado pelo novo Congresso, que assumirá em fevereiro.

O momento exige união dos poderes da República e de toda a sociedade em torno de uma agenda comum de retomada do desenvolvimento econômico. Outras agendas caras aos parlamentares, como a chamada pauta de costumes, devem ser geridas sem perder a perspectiva de que garantir trabalho digno e pão na mesa de todas as famílias é tarefa número um do poder público.

O setor transportador vem colaborando de todas as formas possíveis para que esse grande esforço nacional seja bem-sucedido. Oferecemos ao novo governo um diagnóstico preciso do setor e indicamos uma série de projetos organizados no Plano CNT de Transporte e Logística 2018, que podem ser adotados como pedra de toque da retomada dos investimentos em infraestrutura.

O transporte é um grande indutor de desenvolvimento, pois gera muitos empregos e, ao mesmo tempo, estimula e dá suporte a todas as demais áreas do setor produtivo. É hora de fazer a economia girar, e o investimento em infraestrutura de transporte dará impulso a esse movimento.

AUTOR
Clésio Andrade - Presidente da CNT/Sest Senat

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